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Da obrigação legal à certificação técnica: A infraestrutura digital exigida para operar no mercado de Bets

Escrito por Vítor Neves | 06/03/2026 13:00:00

Finalizamos nossa participação no SBC Summit Rio 2026 e o saldo das nossas conversas com CTOs, CEOs e líderes de compliance aponta para um cenário de urgência: as barreiras técnicas para operar no Brasil subiram drasticamente, e o cronômetro da Agenda Regulatória 2026-2027 (Portaria SPA/MF nº 408/2026) continua correndo..

Como discutimos em nosso artigo anterior sobre o papel dos dados e do KYC na sobrevivência das Bets no mercado, não basta mais conectar uma boa API de verificação de identidade. O ecossistema recém-regulado exige a certificação de sistemas por laboratórios independentes e a comprovação inquestionável de integridade de dados.

O desafio real que se impõe hoje para as Bets não é apenas "obter a licença". O jogo agora é manter a licença ativa diariamente, evitar o retrabalho operacional e provar confiabilidade para destravar integrações essenciais com meios de pagamento e provedores de jogos.

Para garantir essa escalabilidade e evitar interrupções, a liderança precisa separar e dominar os dois pilares que sustentam a operação regulada no país: a obrigação imposta pela lei e o atestado técnico de laboratório.

Portaria 722 vs. GLI-19: Entendendo as regras do jogo

Portaria SPA/MF nº 722 (A Lei): É o regulamento oficial do Ministério da Fazenda. Estar adequado a ela não é opcional; é o requisito legal para manter a licença federal de operação. A portaria exige que a Bet possua governança contínua de cibersegurança e proteção de dados. O descumprimento pode levar a sanções administrativas, incluindo multa, suspensão ou até cassação da autorização federal.

GLI-19 (O Padrão Técnico): É um padrão internacional para Sistemas de Jogos Interativos (Interactive Gaming Systems). Os laboratórios certificadores utilizam padrões internacionais reconhecidos — como o GLI-19 — como base técnica para avaliar os sistemas. Ele testa criptografia, rastreabilidade de transações, integridade do gerador de números aleatórios (RNG) e vulnerabilidades do código.

O impacto no negócio: A conformidade com a Portaria 722 reduz o risco de sanções administrativas e assegura a manutenção da autorização federal. Já a certificação nos moldes do GLI-19 atesta a integridade do seu sistema. A certificação técnica fortalece processos de due diligence com bancos, provedores de pagamento e investidores. Sem comprovar maturidade em segurança cibernética, os processos de integração tendem a se tornar mais lentos, complexos e sujeitos a exigências adicionais.

Os processos de adequação e o custo do trabalho manual

Lidar com a lei federal e com laboratórios internacionais exige processos distintos, e a ineficiência técnica nessa gestão é o que drena o caixa das empresas.

1. O Processo de Certificação (Ex: GLI-19)

A certificação é um evento de auditoria com início, meio e fim. Geralmente o processo exige:

  • Mapeamento de Requisitos: Interpretar os controles técnicos exigidos pelo padrão.
  • Gap Analysis: Avaliar o que a infraestrutura atual já possui e o que falta.
  • Implementação: Configurar controles (ex: logs de auditoria, criptografia).
  • Coleta de Evidências: Compilar as provas para o laboratório testar.

2. A Manutenção da Licença (Portaria 722)

Diferente da auditoria pontual, a lei exige um estado de conformidade ininterrupto. O processo aqui é focado na operação diária:

  • Monitoramento contínuo de vulnerabilidades e gestão de incidentes.
  • Revisão periódica de políticas de segurança aprovadas pela diretoria.
  • Diligência contínua sobre novos fornecedores (ex: um novo gateway de pagamento) para garantir que eles não comprometam a licença da Bet.

Onde as operações falham

Quando as empresas tentam gerenciar essas duas frentes usando planilhas e pastas descentralizadas, o impacto na engenharia é severo. Desenvolvedores e líderes de TI são constantemente interrompidos para coletar logs antigos ou justificar configurações para auditores. Esse desvio de foco gera ineficiência operacional, atrasa atualizações críticas da plataforma de apostas e aumenta o débito técnico da equipe. O retrabalho vira rotina.

Automação técnica: Inteligência aplicada ao compliance

No iGaming, a velocidade de adequação é um diferencial competitivo. A solução para lidar com a carga regulatória sem sacrificar a produtividade do time de tecnologia é estruturar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) automatizado.

A plataforma da hunterstack.io foi construída para absorver essa complexidade. Ao centralizar a governança técnica, sua Bet consegue:

  • Consultoria Técnica via IA: O Co-Pilot da plataforma interpreta os requisitos complexos (tanto do GLI-19 quanto da Portaria 722) e sugere tarefas técnicas diretas, eliminando a necessidade de a engenharia gastar horas decifrando normas.
  • Gestão Centralizada de Evidências: A plataforma atua como o repositório único da sua segurança. Evidências, relatórios e políticas ficam vinculadas aos controles exigidos, organizando o ambiente de forma auditável para os laboratórios.
  • Trust Center Nativo: Uma central de confiança onde você exibe sua maturidade cibernética para o mercado, agilizando processos de integração técnica com novos parceiros.

Conformidade contínua como estratégia de sobrevivência

No mercado de Bets, a infraestrutura de cibersegurança não é um centro de custo; é a espinha dorsal que sustenta o seu direito de operar e faturar. Aprovar sua plataforma nos laboratórios certificadores de forma eficiente e manter a governança da Portaria 722 sem esforço manual significa proteger sua receita e operar com previsibilidade.

Deixe as planilhas no passado e recupere o tempo da sua engenharia. Agende uma demonstração da plataforma hunterstack.io e descubra como centralizar sua operação de cibersegurança para escalar no mercado regulado.